segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cooperação Brasil - China

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Estudantes brasileiros contam experiência de cursar mestrado na China  

17/02/2017 

Quatro engenheiros brasileiros, três graduados pela Universidade de Brasília (UnB) e um pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp/Guaratinguetá) cursam desde setembro de 2015, um mestrado na área espacial na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China.  Lá eles participam da construção do microssatélite BUAASat, que será lançado em órbita baixa a 600 km da terra, com a missão de fazer o sensoriamento remoto de algumas regiões do país, além de tirar fotos de detritos espaciais.

O programa de bolsas de mestrado é patrocinado pelo Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China). Os estudantes, Felipe Iglesias, Renan Felipe Nogueira, Pedro Henrique Nogueira e Audrey Rodrigues Siqueira foram selecionados, pelo Master Program on Space Technology Applications Global Navigation Satéllite Systems (GNSS). Todo o processo de seleção contou com a intermediação e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para os estudantes, o intercâmbio que fizeram no programa Ciências sem Fronteiras, Renan Felipe, em Lisboa, Felipe Iglesias na Normandia, Pedro Henrique na Escócia e Audrey na Alemanha, os ajudou a tomarem a decisão de fazer um mestrado na China e buscar novas oportunidades em um país de cultura tão diversa. O processo de seleção com a participação de 14 candidatos inscritos ocorreu em duas etapas, a inscrição, feita no site do programa, e uma entrevista, via internet, realizada por dois professores da Beijing University.

Felipe Iglesias, 28 anos, paulista de Araçatuba, formado em Engenharia Eletrônica pela UnB, foi selecionado para o mestrado em Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS) e Pedro Henrique e Renan Felipe, graduados em Engenharia de Energia, estudam Tecnologia de Microssatélites. O mestrado tem duração de um ano e nove meses, sendo que alguns deles estarão de volta em julho deste ano.

Oportunidades

Para Iglesias, o mestrado é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. “Além de aprender outra língua e vivenciar nova cultura, pretendo ampliar meus horizontes com essa experiência, pois no retorno ao Brasil quero trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do setor espacial”, disse.

Já Renan Felipe conta que com dez meses no país oriental já teve uma base teórica e prática bastante significativas, principalmente na área de construção de satélites. “Agora estou focado no desenvolvimento da tese voltada para integração e testes na parte elétrica e eletrônica de todos os subsistemas. Vou tentar automatizar todo esse processo para torná-lo mais eficiente, e com isso reduzir os custos”, afirmou.

Como engenheiro de energia tenho acesso à parte solar do satélite. Trabalhar com energia solar está sendo ótimo, além de abrir um leque de oportunidades não apenas no Brasil, estudar na China abre oportunidades no mundo inteiro.

Segundo os estudantes, a oportunidade de cursar um mestrado na China os fez crescer não só profissionalmente, mas também culturalmente. “Desenvolvi minhas habilidades interpessoais, tentei estar inserido em uma empresa no contexto internacional e vou levar essa experiência para o Brasil”, ressaltou Felipe Iglesias. Sua contribuição para o Brasil deve ser adiada mais um pouco, no fechamento dessa matéria, ele nos informou que surgiu uma oportunidade de trabalho que talvez o leve para outro país. A proposta não está relacionada à área espacial, mas o mestrado contribuiu muito para receber esse convite, concluiu.

Renan Felipe ressalta que o mestrado entrou na fase de produção da tese sem muitos cursos para fazer, mas com prazo para entrega de relatórios e andamento da produção. Ele aproveita e manda uma mensagem aos colegas brasileiros: “Espero que a nossa experiência de sucesso na China ajude a quebrar o tabu em relação ao país e a acabar com o medo de os candidatos virem para cá. Aproveitem essa oportunidade”, concluiu.

Na próxima reportagem vocês vão conhecer a experiência dos engenheiros Pedro Nogueira e Audrey Siqueira, que também estão na China.

Interessados em participar do mestrado acesse o  link:

http://www.aeb.gov.br/centro-de-ciencia-espacial-na-asia-e-pacifico-oferece-bolsa-para-mestrado-na-china/

Fonte: AEB
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CLBI: rastreio de missão do Ariane 5

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Foguete Ariane é rastreado pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno

16/02/2017

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) realizou com sucesso na noite de terça-feira (14.02) o rastreamento do veículo Ariane VA-235, lançado do Centro Espacial Guianês (CSG), em Kourou, na Guiana Francesa. O veículo foi lançado às 19h38 (horário brasileiro de verão) sendo monitorado pela Estação Natal durante a fase propulsada e nos momentos críticos de separação dos dois primeiros estágios.

Os processos operacionais de rastreamento são de alta complexidade, envolvendo grande número de profissionais, engenheiros e técnicos, do CSG e do CLBI, e conta com a participação direta de 41 servidores do CLBI. No apoio logístico, após a reestruturação da Força Aérea, as Operações contam com o suporte do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), disponibilizando recursos e meios para o fiel cumprimento do exercício operacional que caracteriza atividade fim do CLBI.

Segundo o adjunto do coordenador de Telemedidas, engenheiro Irineu Alexandre Silva Júnior, a alta cadência de rastreamento eleva a qualidade e a eficiência dos processos operacionais: “A gestão dos recursos humanos em seu aprimoramento técnico, associada à qualidade operacional e de manutenção dos equipamentos, garante a confiança necessária para a execução de todo planejamento inerente à operação”. Ele acrescenta, ainda: “O cronograma geral dos eventos é seguido em toda sua plenitude, com destaque para o ensaio técnico, repetição geral, lançamento e transferência dos dados para o Centro de Tratamento de Dados de Telemedidas na Guiana Francesa e Toulouse – França”, avalia o adjunto.

O veículo Ariane VA-235 transportará para órbita geoestacionária dois satélites de telecomunicações. O satélite SKY Brasil-1 proverá sinal de TV para Brasil e América Latina. Além deste, o engenho transportará o satélite TELKOM-35 responsável por expandir os serviços da empresa TELKOM na Indonésia.

A “Estação que não pára” já se prepara para o próximo rastreamento com previsão no calendário operacional para o dia 21 de março. De acordo com a coordenadora da seção de Interface (SICC), engenheira Maria Goretti Dantas, o lançamento do VA-236 tem um caráter particular para todos os brasileiros e, em especial, para os servidores do CLBI que participarão da campanha que levará à órbita o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC): “Será uma campanha especial, pois estaremos envolvidos diretamente na atividade que trará à sociedade brasileira resultados diretos em qualidade de comunicações e segurança”.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SGDC embarca para a Guiana Francesa

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Satélite Geoestacionário embarca para Guiana Francesa

13/02/2017

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) embarcou, nesta segunda-feira (13), em direção ao Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado ao espaço no dia 21 de março. O equipamento saiu da cidade francesa de Cannes, local onde foi construído pela empresa Thales Alenia e supervisionado por engenheiros e especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Defesa, da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.

O transporte do satélite é feito por um modelo Antonov – avião russo de alta capacidade de carga. O voo deve durar cerca de seis horas, com aterrisagem prevista para as primeiras horas desta terça-feira (14).

“Naquele avião vão o empenho, a energia e a inteligência de muitos profissionais, que aguardam pelo lançamento e pelo sucesso do satélite. É uma importante etapa que está sendo concluída. Um momento de grande satisfação, que pode ser comemorado por todos”, afirmou o engenheiro da Telebras Sebastião Nascimento, que aguarda a chegada do SGDC na Guiana Francesa.

Provedor de serviços

O SGDC vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país. O projeto é fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 15 anos.

“Com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais”, afirmou o ministro Gilberto Kassab, em recente visita ao Comando de Operações Espaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.

Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, aos sistemas de telecomunicações militares e à absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. O equipamento deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.

Fonte: MCTIC
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23 anos da AEB: "Momento de reflexão", artigo de José Raimundo Braga Coelho

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Momento de reflexão

10/02/2017

No início dos anos 80, por motivos considerados estratégicos – acesso autônomo ao espaço - a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (Cobae) teve aprovada a Missão Espacial Completa Brasileira – MECB.

Um programa integrado, visando o desenvolvimento, a construção e a operação de satélites de fabricação nacional, a serem colocados em órbitas por foguetes projetados e construídos no país e lançados de uma base situada em território brasileiro.

Em 1988 acontece um fato interessante. Brasil e China decidem desenvolver uma família de Satélites de Observação da Terra (CBERS).

Inicia-se então um outro tipo de integração – a integração por necessidade e oportunidade, valendo-se de parcerias estratégicas, baseadas em dois fatores considerados de extrema importância – benefícios mútuos e desenvolvimento conjunto.

Passados tempos, em 1994, surgiu então a Agência Espacial Brasileira (AEB), como parte do Sistema, para coordenar, executar e fazerexecutar a Política Espacial Brasileira. Trouxe consigo a herança do programa sob supervisão da COBAE e implantou, baseado nele, o que hoje denominamos Programa Nacional de Atividades Espaciais – PNAE.

Uma peça de planejamento estratégico com orientação explicitamente voltada aos interesses nacionais, aos benefícios da população brasileira. Ajustes de rota foram introduzidos ao longo do tempo, em todos os segmentos básicos do programa: satélites, lançadores e sítios de lançamentos.

Eis que hoje estamos prestes a presenciar, março próximo, o lançamento do nosso primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – o SGDC. O CBERS-4A e, o nosso primeiro Satélite Nacional de Observação da Terra, o Amazonia-1, e o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), todos previstos para serem lançados em 2018/2019.

A Missão de coordenação efetiva atribuída à AEB, em sua lei de criação, deu oportunidade a uma nova fase: qualidade do relacionamento e integração entre os agentes ativos do programa, passam a ser e continuam sendo, o grande objetivo.

O Programa Espacial Brasileiro de hoje ultrapassa as fronteiras do PNAE. Estende-se a necessidades outras ditadas por segmentos importantes da nação. Como exemplos, citamos o nosso compromisso com o desenvolvimento de uma solução que atenda à Rede Hidro-meteorológica Brasileira, a cargo da Agência Nacional de Águas (ANA).

O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em busca do desenvolvimento de um sistema adequado à solução de questões relacionadas à observação e monitoramento de aspectos relevantes de suas atribuições de responsabilidade, assim como de outras atividades similares de outros órgãos de governo.

Não faltou também o apego à formação de recursos humanos e ao compromisso junto às Universidades e Centros de Pesquisas ao engajamento na área espacial.

E aquilo que nos parecia quase inatingível, também conseguimos. Eis que hoje contamos com os primeiros 63 jovens servidores efetivos da Agência. Há, entretanto, muito pela frente, a jornada não é simples, os óbices precisam ser transformados em desafios e os desafios tem que ser vencidos, todos vencidos.

Os braços que contamos são os braços que temos. Foram eles que, junto àqueles dos outros segmentos do Sistema, nos permitiram chegar até onde chegamos. E serão eles que nos permitirão vencer, antes de tombar. E é por isso, que no dia de hoje, a eles dedicamos a nossa mais sincera, profunda e justa homenagem.

Com muito orgulho, Parabéns Servidores da Agência Espacial Brasileira!

José Raimundo Braga Coelho
Presidente da AEB
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SCD-1: 24 anos em operação

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Primeiro satélite brasileiro completa 24 anos em operação

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017 

Em 9 de fevereiro o SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados) completou 24 anos em órbita. Primeiro satélite desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o SCD-1 mantém a retransmissão de informações ambientais para o monitoramento das bacias hidrográficas, das marés, meteorologia, planejamento agrícola, estudos sobre mudanças climáticas e desastres naturais, entre outras aplicações.

Embora com limitações, o satélite continua operacional e cumprindo sua missão de coleta de dados ambientais, mais de duas décadas após seu lançamento, em 1993. Na época, o primeiro satélite brasileiro tinha expectativa de apenas um ano de vida operacional. A longevidade do SCD-1 comprova o alto grau de competência técnica não só das equipes de engenharia espacial e de integração e testes que participaram do desenvolvimento do satélite, como também das equipes de operação em voo do Centro de Rastreio e Controle de Satélites do INPE.

Em seu aniversário de 24 anos, o SCD-1 completou um total de 126.714 órbitas, tendo percorrido uma distância da ordem de 5.650.893.410 quilômetros, o que corresponde, por exemplo, a nada menos que 7.435 viagens de ida e volta à Lua.

O lançamento do SCD-1 colocou o Brasil entre as nações que efetivamente dominam o ciclo completo de uma missão espacial desde sua concepção até o final de sua operação em órbita. Marcou ainda o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, que fornece informações para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

Dados

O Sistema Brasileiro de Coleta de Dados é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro de missão as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.

As PCDs são equipamentos automáticos que possuem sensores eletrônicos para a medição de parâmetros ambientais, como o nível de água em rios e represas, a qualidade da água, a precipitação pluviométrica, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar, a temperatura do ar, entre outros.

O satélite capta e retransmite os sinais das PCDs instaladas por todo o país e os envia para as estações de recepção e processamento do INPE em Cuiabá (MT) e em Alcântara (MA). Voando a uma velocidade de 27.000 km por hora, o SCD-1 leva aproximadamente uma hora e 40 minutos para completar uma volta em torno da Terra. Assim, a estação recebe várias vezes por dia os dados transmitidos por cada PCD.

Da estação de Cuiabá ou de Alcântara, os dados coletados pelo satélite são transmitidos para Centro Regional do Nordeste (CRN) do INPE, localizado em Natal (RN), onde atualmente está instalado o Sistema Integrado de Dados Ambientais (SINDA), para processamento e distribuição de suas informações aos usuários a partir do endereço http://sinda.crn2.inpe.br.

O Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais conta com uma rede de mais de mil plataformas instaladas e, nos últimos 24 anos, ininterruptamente, tem prestado serviços à sociedade através do monitoramento de parâmetros ambientais nas regiões mais remotas do território brasileiro.

Além do pioneiro SCD-1, integra o sistema de coleta de dados o satélite SCD-2, lançado em 1998.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SGDC: visita do MCTIC e AEB ao Comando de Operações

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Presidente da AEB visita Comando de Operações do SGDC  

8/02/2017 

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, acompanhou na manhã desta quarta-feira (08.02), a comitiva do ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na visita ao Centro de Operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), satélite previsto para ser lançado do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, no dia 21 de março, às 19h.

Após a recepção de boas-vindas do Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas, brigadeiro do ar, Arnaldo Silva Lima Filho, foi feita uma apresentação sobre o satélite e sua importância para o país. A comitiva também teve a oportunidade de conhecer a sala de decisão do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e as futuras estações e antenas do SGDC.

“Essa é a oportunidade que temos de melhorar os nossos serviços para que haja uma potencialização desses esforços, o país tem avançado muito no que diz respeito à fiscalização e para nós é motivo de orgulho.  Sobre os ganhos do país com o SGDC, primeiro vem a qualidade dos seus serviços, o Brasil ganha em eficiência em segurança nas comunicações, além de permitir a ampliação dos serviços de banda larga, que poderá ser universalizado, e avanço nos serviços prestados aos cidadãos”, afirmou o ministro Gilberto Kassab.

O presidente da AEB, José Raimundo, falou da necessidade de integração entre as instituições do governo, pois segundo ele, nenhum país do mundo desenvolve a área espacial de forma isolada. “É o momento de integrarmos os esforços para desenvolvermos a área espacial de forma inclusiva e não exclusiva”, afirmou.

Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a união de esforços é essencial ao programa. “A gente deu um passo grande com esse projeto, mas destaco o aspecto de olhar para frente, porque a Aeronáutica e a Telebras montaram suas equipes. Temos que integrar esforços civis e militares, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).”

Já o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, ressaltou o caráter estratégico do satélite para a conectividade do país. “Vencida a etapa de levar banda larga a 100% do território, um excelente passo, a questão será oferecer mais capacidade, porque todo o Brasil vai estar conectado, mas a capacidade ainda vai ser insuficiente para cobrir tudo o que é necessário.”

Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios em três eixos: no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, nos sistemas de telecomunicações militares e na absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. Parceria do MCTIC com o Ministério da Defesa, o satélite deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.

Comando de Operações

O Comando de Operações Aéreas é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo satélite, que será monitorado 24 horas por dia. A infraestrutura conta com cinco prédios, uma antena de comando e controle de 13 metros, além de estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento do equipamento. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), com lançamento previsto para 21 de março, vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país.

Fonte: AEB
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

SGDC em destaque

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Por ocasião de uma visita de jornalistas, a francesa Thales Alenia Space divulgou no início do mês um material com algumas imagens do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O satélite está no momento nas instalações da fabricante em Cannes, no sul da França, de onde será enviado em breve para o Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa.

O material disponibilizado inclui também um vídeo (abaixo) destacando as principais características do satélite, que tem lançamento previsto para 21 de março, a bordo de um lançador Ariane 5, bem como informações gerais sobre o programa e benefícios gerados ao Brasil.


Curiosamente, num de seus parágrafos há uma referência ao futuro SGDC-2, que, imagina-se, teria mais participação da indústria nacional.

Clique aqui para acessar o material, disponível em inglês.
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Pós-graduação espacial na China

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Processo seleciona brasileiros para pós-graduação aeroespacial na China

Os interessados têm até 24 de fevereiro para se inscrever

A Agência Espacial Brasileira (AEB) abriu processo seletivo para pré-selecionar três brasileiros interessados em ter acesso a bolsas de estudo no programa de mestrado da Beihang University, na China. As oportunidades são nas áreas de sistemas globais de navegação por satélite, sensoriamento remoto e sistemas de geoinformação, e tecnologias em microssatélites. Os interessados têm até 24 de fevereiro para se inscreverem.

Os proponentes precisam ter menos de 35 anos de idade no ano de admissão; experiência profissional ou em pesquisa em tecnologias na área espacial; possuir o grau de bacharel (ou equivalente) em áreas do conhecimento afins ao programa; possuir histórico de atuação em pesquisa em áreas do conhecimento do programa; ter bom domínio da língua inglesa e capacidade de participar de aulas ministradas no referido idioma.

As bolsas de mestrado serão definidas pelo desempenho nas entrevistas e podem ser de dois tipos: integrais, que cobrem taxas de matrícula, acomodações, seguro médico e subsídio de US$ 438,96 por mês; e parciais, que cobrem somente as taxas de matrícula.

A escolha final dos candidatos fica a cargo do Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP, na sigla em inglês). O resultado será divulgado até 10 de maio.

Para mais informações, acesse este link.

Fonte: Agência ABIPTI, com informações da AEB, via Jornal da Ciência.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cooperação Brasil - Rússia

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LNA e Roscosmos iniciam monitoramento de detritos espaciais no Brasil

06/02/2017

Um telescópio russo instalado no Observatório do Pico dos Dias, gerenciado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) em Brazópolis (MG), deve começar a operar até o fim do mês. O equipamento, que está na reta final de montagem, vai permitir o monitoramento de detritos espaciais. Segundo o diretor do LNA, Bruno Castilho, uma equipe formada por profissionais brasileiros e russos iniciou a instalação do telescópio de 75 centímetros em novembro de 2016.

“A previsão é que realize a primeira observação no fim de fevereiro. Toda a mecânica e óptica do telescópio já está pronta e agora se iniciam o alinhamento e a montagem da eletrônica de controle e de dados”, disse Castilho.

A instalação do telescópio faz parte do projeto da Agência Espacial Russa (Roscosmos) intitulado Panoramic Electro-Opical System for Space Debris Detection (PanEOS) que prevê a construção e operação de uma rede de instalações desse tipo de telescópio na Rússia e em vários outros pontos do planeta.

Com o novo equipamento, o LNA poderá detectar e mapear o lixo espacial para criar uma base de dados com a localização e a órbita de objetos que apresentam risco de colisão com satélites artificiais ativos ou, no caso de objetos maiores, com o planeta Terra depois de entrar na atmosfera.

A base de dados servirá de referência para a adoção de medidas para evitar eventuais colisões. Além disso, o LNA colocará as informações astronômicas obtidas pelo telescópio à disposição dos pesquisadores brasileiros.

As imagens geradas pelo telescópio russo serão transmitidas para a Roscosmos pela internet, e a base de dados ficará à disposição dos pesquisadores brasileiros. Com 1.864 metros de altitude, o Observatório do Pico dos Dias já possui quatro telescópios para pesquisa astronômica.

Fonte: MCTIC, via AEB.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

SGDC pronto para o embarque

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Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa

São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.

A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.

A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.

A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:

- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
-  Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
-  Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
-  O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.

Fonte: Thales Alenia Space.
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